Eu já experimentei das dores,
muitos tipos.
Mas hoje,
há uma que me incomoda e tanto,
por que para isso sei que não há remédio que se
possa tomar.
Se possivel tenho que viver com ela.
E veio tão devagarinho
tão aos poucos,
que nem a percebi!
Mas está já há algum tempo se alojando em meu coração...
E não pede licença a danada,
fica aqui meio encostada,
meio escondida.
Pensa que quieta eu não sinto nada,
que não me atrapalha a vida.
E vem de onde eu menos esperava,
pois eu não sabia,
quando eu o conhecia
e o namorava,
que seria tão forte um dia,
o sentimento que lhe tenho agora,
Então, quando precisou
e foi embora,
saiba que sozinha não me deixou...
Esqueceu aqui esse sentimento caprichoso,
além da lembrança saborosa,
do amor caloroso,
fica essa saudade nada gostosa!
Que coça, incomoda, chega a doer...
Mas sabe... eu até deixo,
e nem me queixo.
Pois ela não me faz esquecer
que depois de anoitecer...
(que no escuro leva a desesperança)
Vem o amanhecer
(que na alva trás esperança)
Com paz, com bonança.
Trazendo me ao coração este amor criança!
* * * * * * * * * *
Renata
G. Guimarães