|
Ah...
como é belo o amor...
Quanta esperança acrescenta à vida...
Reacende corações...
Ressuscita morte.
É sentimento, é sensação...
É força, é vulcão...
Ilumina
os caminhos,
traz luz às trevas,
dá sentido à alma que vagueia só.
Então no encontro,
no olhar,
quando ele nasce e com ele renasce as esperanças...
sai-se a dor,
dá lugar à luz,
dá lugar ao calor,
e permite a vida,
intensa, plena!
O
amor é a mais forte e maior força.
Ele faz nascer e morrer,
traz em si o fim e o começo,
e acima de tudo é mais:
que o fogo que consome florestas...
que as tempestades.
É dilúvio,
é tufão,
é sagrado,
é consolo,
é martírio,
é remédio,
céu e paraíso...
Ah!
o amor,
que fortalece o ser!
É liga na distância,
é alimento na saudade,
é esperança na ausência,
é luz nas trevas,
água no deserto,
guia no sem fim...
Ah!
o amor,
esse sentimento que tortura poetas.
Dá vida aos amantes,
sentido à existência.
De geração em geração,
jamais entendido pelo ser humano!
Que vem, quase em molecagem, (sem
nunca pedir permissão)
atinge, entra, avassaladoramente, arrasa,
constrói com a mesma intensidade que destrói.
Talvez por isso já os romanos o visualizassem
como o anjinho sapeca de flechinhas embebidas nele.
Tentar
entendê-lo é:
desafiar seu sentido,
é lutar com as estrelas,
é contar grãos de areia.
Não há como explicá-lo ou sua força,
seu início e seu fim,
por onde anda e por que alguns cativa,
porque sela e une.
Quem
poderá comprendê-lo?
Seria o mesmo que entender a alma humana,
onde ele essencialmente sobrevive e
talvez numa amalgamada união
se tornem um.
Pois
à quem ama...
Basta saber que o amor existe!
Renata
G. Guimarães (4/11/99)
|