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Tu
que caminhaste por entre os homens,
viveste e sentiste na pele a essência da humanidade,
sendo um como e entre nós,
conheceste e aprendeste tanto,
com as gentes, com a natureza, com a luz, com as trevas
Tu que viste de perto o bem e o mal
Explica-me de onde vêm coisas que não entendo,
coisas que me deixam perplexo,
coisas que doem,
que não têm sentido em si... confundem.
O
que faz amigos se separarem?
Pessoas que dividiram vida, emoção,
carinho e dores,
se encontrarem pelas esquinas da vida e já não terem mais
nem uma
identidade!
O
que torna os amantes amargos?
Mãos que antes fizeram carinho agora se erguem para ferir!
Para onde torna todo amor que um dia nutriram?
Para onde foram os sonhos que um dia sonharam juntos?
Por que os toques já não são mais intensos?
Por que o embaçado ocupa o brilho dos olhares,
e o sorriso foi trocado pelo marasmo?
Onde se perdeu tanta vida, tanto amor,
o que resta da esperança?
A apagada estada, lado a lado?
Em que lugar o beijo perdeu o sabor?
Mãos
sem aperto, abraços sem sintonia, olhar sem fim... infinito finito,
areia entre dedos, escorrendo,
como a vida, como os sonhos... vida se esvaindo.
O
que torna a vida sem sentido?
Onde nasce a desesperança?
Como vem a entrega, a renúncia, o desistir de lutar?
Suicídio,
lento e longo...
Assim é a morte da esperança, dos sonhos,
para que viver assim?
Sem amigos, sem parceiro para dividir o bem e a alegria da vida,
sem lutas ou vitórias a serem conquistadas e divididas,
desafios de nada servem.
E mais...
Para onde vão aqueles que perderam as lutas e entregaram seus corpos
à morte,
onde se refugiam os espíritos dos que antes caminharam e
viveram ao nosso lado,
onde fica esse tão aclamado/almejado céu?
Entre tantas galáxias, não poderia ser uma próxima,
entre nós???
Como uma vida tão jovem, tão forte e intensa,
cheia de sonhos e amor, se vai, simplesmente num centésimo de
segundo,
no dilacerar de uma bala, no parar do bater de um coração
que não
bombeia mais,
um bocado de oxigênio que não supre...
Um organismo que se exaure, mesmo que ainda tendo em si a capacidade e
o milagre da regeneração celular
Morte... de onde surge, de qual horizonte vem esse mistério, que
nos
ludibria e
dissimuladamente se insinua entre nós
nos roubando o querido ou a amada,
e nos enluta por todo o resto da existência nossa...
Quanto
à vida...
De onde vem a coragem da mãe que enfrenta a luta para proteger
sua
cria do mal,
do perigo, da doença, da morte, da dor?
De onde vem a força desta que já sem resistência luta
em favor do que é
seu...
e se necessário entrega seu próprio corpo...
O
que faz com que as entranhas de uma mulher receba a semente de seu
amado
e o acolha e o abrigue e, então juntos, matéria-prima,
produzem outro ser,
que abriga em si, além do desejo e amor de seus pais, sua
identidade genética amalgamada em seu corpinho...
O milagre da vida num ser tão frágil.
Como
alguém tão pequeno aprende do nada, sem ninguém,
que deve
aspirar a
vida no ar, e sugar o mel do seio de sua mãe?
De onde vêm
essas impressões impressas no humano
que une, aparta, separa, busca, traz, leva, mantém...
Diga-me,
Mestre de todos nós,
Tu que nos criaste,
de tão imenso/intenso amor nos fizeste...
De onde vem e para onde vai todo esse mistério,
de vida, dor e morte?
Diga-me,
ó Pai...
Como
poderia a criatura contender com seu criador?
O vaso questionar o oleiro por que foi feito com este ou aquele detalhe?
(Isaías 45: 9)
Ou como poderia um recém-nascido receber alimento sólido
para um
organismo que não suporta nada além do leite materno?(II
Cor 3:2)
Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replica? Porventura
a coisa
formada dirá ao que a formou: "Por que me fizeste assim?"
(Romanos 9: 20).
As coisas encobertas são para o Senhor teu Deus, porém as
reveladas
são para vós e para vossos filhos para sempre.... (Deuteronômio
29:29).
Atenha-se àquilo que sua mente consegue entender e assimilar,
investe tua vida no cuidado do bem e na melhor das dádivas:
ama e ama!
E assim, ao fim da vida entenderás:
que é o amor que une as pessoas,
é o amor que gera e nutre a vida,
é o amor que solidifica os relacionamentos.
E quem realmente o conhece
serve sem nada receber em troca,
é feliz com a companhia que recebeu, e caminha com os amigos que
compreendem esse sentimento.
O amor, filho,
segue acima de tudo o amor... pois essa é a essência da vida!
Amar e amar, sempre mais...
O
verdadeiro amor: que é sofredor, é benigno, não é
invejoso,
não trata com leviandade,
não se orgulha, não se porta indecentemente, não
busca seus interesses,
não se irrita, não suspeita mal;
não se alegra com a injustiça, mas folga com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo suporta, tudo espera.
O verdadeiro amor nunca falha.
Segue
isso e serás feliz, meu filho!
Autoria
de: Renata G. Guimarães
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