Despertar da vida - "Poder ser mulher, Ter que ser homem"

Poder ser mulher...Ter que ser homem

 

 

 

E, assim, é meninas, acho que somos assim:
Choramos umas com as outras, dividimos alegrias e tristezas, sofremos e choramos quando a dor atinge o coração de outra mulher/amiga/irmã...
Dói em nosso coração ver a sua luta enquanto estamos num momento melhor, mas também sabemos que ela chorará com a gente quando o problema nos alcançar. Sabemos da dor intensa do amor terminado, do mal começado e do ruim continuado. Tentamos dizer quando achamos que é hora. Tentamos alertar, as vezes, sabendo que corremos o risco de não ser aceitas. Mas sabemos naquela hora que basta apenas abraçar e chorar juntas, e nem por isso tememos nossa sexualidade ser questionada!
Lembramos de detalhes um dia dito e guardamos com carinho. Somos sinceras e tentamos fazer o melhor para ajudar... por que era isso que queríamos que nos fosse feito...
E assim somos, somos assim mesmo...
Tanta coisa não entendemos em ser mulher, não há cursos para isso, não há como se revoltar quanto aos incômodos,
temos que aceitar e aceitando, tirar o melhor proveito... de tudo... que nos cabe e tudo o que somos...
Sangramos todos os meses, somos presas a temores físicos (gravidez, depressão), alterações hormonais mostruosas, cólicas que nos rasgam por dentro... Mas podemos chorar, amar e nos abraçar, temos esse código invisível que nos unifica, nos protege, nos irmaniza. Sabemos intimamente quando uma mulher é risco e ameaça, ou quando é aliada.
Tudo isso um homem nunca vai saber, nunca vai fazer... Eles não se abraçam, não emprestam peças íntimas (camisolas para uma noite especial), nem roupas novas, não trocam informações vitais sobre um possível novo amor... Não se abrem, não se tocam, não se aproximam, não se aliam, não se elogiam. Agüentam sozinhos e no fim acabam morrendo antes que as mulheres, por que são tão razão que não deixam as emoções aflorarem, adoecem seu coração. Receiam apoiar suas loucuras ocasionais que nascem sem razão, apenas da intuição...
Nós geramos filhos, sentimos nossas vísceras tecendo a vida, sentimos esse ser se movimentando dentro de nós numa conexão tal, que nada há na vida de um homem à que se possa comparar...
Resistimos a temperatura maiores, resistimos a dores... conseguimos fazer mais coisas ao mesmo tempo enquanto que eles só fazem uma por vez, funcionamos perfeitamente com milhares de neurônios a menos...

Não, esse texto não tem o pretexto de provar nossa supremacia, não há necessidade disso, a vida já o faz por nós mesmas... Não precisamos comprovar nada. Mesmo por que sem eles, caminhamos pela metade, somos aves tentando voar com uma só asa, perdemos o rumo, sentimo-nos incompletas,
somos solidão e tristeza!!!
Por que com tanta emoção precisamos de lastro, precisamos do porto seguro que nos receba após as tribulações e as tempestades hormonais.

Querida amiga, eu sei que este texto se parece com tantos outros
que você encontra por aí e com os que chegam em sua caixa de email.
Mas que seja este especial
por que nasceu por que você existe, é mulher e tem amigas...
E ele foi escrito para nós, para vocês: MULHERES MARAVILHOSAS...

Espero que este texto faça diferença em sua vida...
E se isso acontecer, envie-o à suas amigas.


 

 

Autoria: Renata G. Germano
(outubro- 2002)


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