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Como se traduz uma saudade, de algo que não se teve...?
De algo que partiu e nem deixou sinal...
além de uma presença passageira...?
De um abraço sem intenção ou de um
beijo roubado?
De onde vem essa saudade de algo que não se teve?
Não se conhece...
Mas é interpretado como algo muito bom,
muito gostoso e agradável...
Quem garante que de uma amizade sutil,
boa, gostosa,
suave e forte,
de conversas profundas e intermináveis
pode surgir um amor igual...?
Surge, então, o receio, de perder a amizade
que cada dia se torna mais intensa,
só pelo egoísmo de querer algo mais?
E se depois de experimentar o pretenso amor,
a vontade indecente,
o desejo presente,
a amizade não sobreviva...?
Sei que este é um medo, uma experiência universal:
quando a amizade entre um homem e uma mulher
quer se tornar mais que isso, quer ser amor...
quando o amor ameaça a amizade...
Porém, algumas amizades não sobreviveram ao
calor ..
às exigências do amor e sucumbiram...
o capricho do desejo...
Muitos após a decepção do desencontro,
do vazio de sentimentos,
perderam tudo!
Até a sintonia do início!
Até a coragem de olhar nos olhos do antes amigo...
Acabaram-se as conversas, sumiu a vontade de estarem juntos...
Então...
Meu querido amigo...
Meu doce companheiro...
Evito vê-lo como homem...
Eu olho para você e vejo talvez um dos poucos e grandes
amigos que jamais tive..
Pode me chamar de covarde,
pode me chamar de tola...
pode me odiar...
Mas assim jamais correrei o risco de perdê-lo...
Mesmo que nem queira mais me ver...
Ainda assim, você será para mim e de minha
parte: MEU!
MEU amigo, MEU ombro, MEU abraço gostoso, MEU carinho bom de se ter, MINHA conversa intensa...
POR FAVOR ...
QUEIRA TUDO ISTO TAMBÉM!!!
Renata
G. Guimarães
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