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Num dia de tristeza,
nublado,
em meu reflexo na janela pela qual olhava,
vi tristeza...
Pensei no que me movia
e percebi que a alegria se fora...
Senti-me só.
Lembrei de encontros de amigos nos quais não fui
incluído..
Pensei em meu emprego e nas promoções que
não recebi...
Rememorei os amores que deixei passar...
Todas as mudanças que perdi,
vi pela janela,
crianças passando, tornando-se adultos...
Momentos de amor ou carinho que não vivi, porque
fugi...
Elogios à pessoas importantes para mim que não
falei...
Senti-me num último instante de meus momentos,
no qual toda essa tristeza e falta de alegria,
me aguçaram para a realidade:
que adianta subir montanhas,
transpor barreiras,
quando não há ao lado alguém para compartilhar,
(porque essas conquistas são impecilhos para contatos)
seja quem for: amigos, parentes, companheira...
Preciso descer do alto, de onde estou e me aproximar
de quem amo e não tenho coragem de dizer.
Em atos é fácil comprar conforto, oferecer
carinho...
Mas que minhas palavras digam enfim:
Amo você...
Preciso de você...
Olhando minha figura, percebi um sorriso,
que surgiu do nada,
talvez da esperança que essa tristeza mostrou
ao indicar que onde ela estava, a vida queria entrar!
Então eu lhe pergunto:
Onde a tristeza habita em sua vida???
Renata
G. Guimarães
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